I walk slowly, step by step
It’s beautiful what I can see ahead.
From the broad and smiling horizon
There is a long and purple way on.
Then I look up the blue sky,
It shows me the infinite of your eyes.
So, I build my life little by little
Knowing that soon I will fly like an eagle
The day is coming when I will say:
There is no need anymore to go away.
Because there is no battle to win,
Since there is nothing in between
My destiny is so fair,
And your presence: fresh air.
10/2009
Monday, November 9, 2009
Apart part of the path
She was walking on the same way, the way of everyday, to her everyday day. It was a long way to get her to her everyday destination, and day by day, this repetitive routine was making her more and more tired.
“What a miserable life”, at 4:30 a.m, she used to open her eyes to the very first moment for the next 15 hours-journey.
“What a bitter drink”, sip by sip, she used to drink her every morning coffee.
“What an empty meaning”, she used to dress up her clothes and her shoes, getting ready for the gray and exhausting walk that takes her to the same place.
Along the way, plenty of different plants’ species grow in the same soil. It is a very humid and fertile soil. Little flowers bring happiness to infinite tones of green that cover the rusty road’s margin. Sunrise. Traces of cloud form draws among the blue, red, pink, purple sky. The gentle morning sun melts patiently, drop by drop, the sweet dew, which was accumulated during the night. Fresh night. The wind transports the smells from the already dry dusty earth, together with the water that is evaporated from the plants’ surface by the sun. Warm. And the birds artistically sing, announcing the beginning of the day. One more day starts. Air, earth, water, fire. Sight, touching, hearing, tasting, smelling.
Unfortunately, she was absolutely apart from all of this.
08/2009
“What a miserable life”, at 4:30 a.m, she used to open her eyes to the very first moment for the next 15 hours-journey.
“What a bitter drink”, sip by sip, she used to drink her every morning coffee.
“What an empty meaning”, she used to dress up her clothes and her shoes, getting ready for the gray and exhausting walk that takes her to the same place.
Along the way, plenty of different plants’ species grow in the same soil. It is a very humid and fertile soil. Little flowers bring happiness to infinite tones of green that cover the rusty road’s margin. Sunrise. Traces of cloud form draws among the blue, red, pink, purple sky. The gentle morning sun melts patiently, drop by drop, the sweet dew, which was accumulated during the night. Fresh night. The wind transports the smells from the already dry dusty earth, together with the water that is evaporated from the plants’ surface by the sun. Warm. And the birds artistically sing, announcing the beginning of the day. One more day starts. Air, earth, water, fire. Sight, touching, hearing, tasting, smelling.
Unfortunately, she was absolutely apart from all of this.
08/2009
O desabrochar da primavera.
Com a chegada da primavera, vem o aniversário de minha mãe.
Mãe querida
Deu-me a vida que brilha
Na sabedoria dessa trilha.
Mesmo na primavera, nem tudo são flores
Nossos corações já sentiram dores
Chegamos a vários limites
Ultrapassamos todos
Começamos a caminhar novamente
Hoje uma luz irradia
Ilumina de novo noite e dia.
Em 22 de setembro,
Eu me lembro
Onde estávamos quando paramos
O fim era aquele mesmo,
E no bonito ‘agora’ recomeçamos.
Veja que encontro!
Andamos mãe e filha,
Cada uma em sua trilha.
E hoje chegamos ao mesmo ponto.
Felicidade real só tem uma
O resto é ilusão
Perguntas sem respostas
Muito mais que um milhão
E daí?
Tudo é mistério e essência
E tudo é lindo assim
Fruto de uma existência
Sem começo e sem fim.
Nos vemos aqui
E nos veremos muito além
Disso eu sei e você sabe
Ainda bem!
22/09/2009
Mãe querida
Deu-me a vida que brilha
Na sabedoria dessa trilha.
Mesmo na primavera, nem tudo são flores
Nossos corações já sentiram dores
Chegamos a vários limites
Ultrapassamos todos
Começamos a caminhar novamente
Hoje uma luz irradia
Ilumina de novo noite e dia.
Em 22 de setembro,
Eu me lembro
Onde estávamos quando paramos
O fim era aquele mesmo,
E no bonito ‘agora’ recomeçamos.
Veja que encontro!
Andamos mãe e filha,
Cada uma em sua trilha.
E hoje chegamos ao mesmo ponto.
Felicidade real só tem uma
O resto é ilusão
Perguntas sem respostas
Muito mais que um milhão
E daí?
Tudo é mistério e essência
E tudo é lindo assim
Fruto de uma existência
Sem começo e sem fim.
Nos vemos aqui
E nos veremos muito além
Disso eu sei e você sabe
Ainda bem!
22/09/2009
Tuesday, August 18, 2009
Cara do outro, focinho de um
O jeito de andar,
a cor,
a barriga roliça,
a preguiça.
Cachorro e dono,
a imagem perfeita um do outro.
Companheiros inseparáveis.
Hot dog: pão e salsicha.
Eles vão a caminhar,
lado a lado,
a perna aberta.
De barba branca,
a cara de ambos
vem coberta.
Quando um para,
o outro espera.
Quando um tem fome,
o outro senta e come.
E nesse devagar
prosseguem com o passeio.
São um do outro
um engraçado espelho.
18/08/2009
a cor,
a barriga roliça,
a preguiça.
Cachorro e dono,
a imagem perfeita um do outro.
Companheiros inseparáveis.
Hot dog: pão e salsicha.
Eles vão a caminhar,
lado a lado,
a perna aberta.
De barba branca,
a cara de ambos
vem coberta.
Quando um para,
o outro espera.
Quando um tem fome,
o outro senta e come.
E nesse devagar
prosseguem com o passeio.
São um do outro
um engraçado espelho.
18/08/2009
Monday, July 27, 2009
De presente
Talvez você sinta o cheiro do mar ao bater nas pedras e isso lhe transporte a uma lembrança antiga, de um tempo em que a infância lhe permitia uma existência das mais puras.
Quem sabe você relaxe tanto que, pela primeira vez, ao voltar de um mergulho no oceano, sinta o calor do sol penetrando sua pele tão confortável e carinhosamente que ele passa por seus poros e chega até a parte mais profunda do seu coração. E o aqueça.
Quem sabe a palavra deixe de ser apenas palavra para ser parte do seu modo de levar a vida. E que você passe a exercer tudo aquilo que sabe.
Tomara um dia você possa ver que a verdadeira inspiração é vertical, e a irmandade, horizontal. E no ponto onde ambas linhas se encontram, que você tenha olhos para enxergar a luz do amor a brilhar.
Talvez um dia, ao olhar as estrelas, você entenda que o mesmo brilho que emana delas existe também dentro de você, que os astros dançam e estão o tempo todo a te convidar. Quem sabe um dia você aceite e passe o resto da vida nessa mesma harmonia.
Quem sabe um dia, olhando o céu de um dia claro, você se pergunte o porquê do azul, e o não-entender seja a melhor resposta para te fazer compreender ao menos uma parcela da dimensão e da beleza que abriga o mistério da vida.
Talvez um dia você acorde e, ao ver a chuva cair por sua janela, entenda a importância dessa água que cai sobre a terra, mesmo que os mais apreciados sempre tenham sido os dias de sol. E que a chuva lhe faça sentir-se grato pela vida que há.
Quem sabe um dia você chegue à compreensão de que perfeição não representa algo sem defeitos, mas sim o reflexo exato da realidade que te rodeia e te habita. E se veja como criador e mestre de si.
Talvez um dia você se sente na areia morna da praia e, ao observar o movimento das ondas, você possa observar seu próprio movimento nessa passagem pelo planeta.
Quem sabe o voo de uma borboleta seja, um dia, suficiente para te fazer entender que as transformações incomodam no começo, mas depois te levam a lugares lindos, nunca antes visitados.
Quem sabe um dia você possa voar tão alto, tão alto, que possa enxergar toda a sua vida por uma perpectiva ampla. E que você perceba que não existe morte, só existe mudança, e que a perda maior é não viver.
Talvez um dia você perceba que acúmulo de material só representa riqueza quando é igualmente proporcional à quantidade de amor que cresce no seu ser.
Quem sabe um dia você desperte do seu sono, sentindo uma energia enorme de amor irradiando do seu coração. Talvez, então, você tenha vontade de abraçar seu maior inimigo.
Talvez um dia qualquer, ao se emocionar com a leveza e honestidade de uma criança ao brincar, imersa no presente e nos mundos maravilhosos que cria, você perceba que só tem valor real o que é realizado com espontaneidade, integridade e amor.
22/06/2009
Quem sabe você relaxe tanto que, pela primeira vez, ao voltar de um mergulho no oceano, sinta o calor do sol penetrando sua pele tão confortável e carinhosamente que ele passa por seus poros e chega até a parte mais profunda do seu coração. E o aqueça.
Quem sabe a palavra deixe de ser apenas palavra para ser parte do seu modo de levar a vida. E que você passe a exercer tudo aquilo que sabe.
Tomara um dia você possa ver que a verdadeira inspiração é vertical, e a irmandade, horizontal. E no ponto onde ambas linhas se encontram, que você tenha olhos para enxergar a luz do amor a brilhar.
Talvez um dia, ao olhar as estrelas, você entenda que o mesmo brilho que emana delas existe também dentro de você, que os astros dançam e estão o tempo todo a te convidar. Quem sabe um dia você aceite e passe o resto da vida nessa mesma harmonia.
Quem sabe um dia, olhando o céu de um dia claro, você se pergunte o porquê do azul, e o não-entender seja a melhor resposta para te fazer compreender ao menos uma parcela da dimensão e da beleza que abriga o mistério da vida.
Talvez um dia você acorde e, ao ver a chuva cair por sua janela, entenda a importância dessa água que cai sobre a terra, mesmo que os mais apreciados sempre tenham sido os dias de sol. E que a chuva lhe faça sentir-se grato pela vida que há.
Quem sabe um dia você chegue à compreensão de que perfeição não representa algo sem defeitos, mas sim o reflexo exato da realidade que te rodeia e te habita. E se veja como criador e mestre de si.
Talvez um dia você se sente na areia morna da praia e, ao observar o movimento das ondas, você possa observar seu próprio movimento nessa passagem pelo planeta.
Quem sabe o voo de uma borboleta seja, um dia, suficiente para te fazer entender que as transformações incomodam no começo, mas depois te levam a lugares lindos, nunca antes visitados.
Quem sabe um dia você possa voar tão alto, tão alto, que possa enxergar toda a sua vida por uma perpectiva ampla. E que você perceba que não existe morte, só existe mudança, e que a perda maior é não viver.
Talvez um dia você perceba que acúmulo de material só representa riqueza quando é igualmente proporcional à quantidade de amor que cresce no seu ser.
Quem sabe um dia você desperte do seu sono, sentindo uma energia enorme de amor irradiando do seu coração. Talvez, então, você tenha vontade de abraçar seu maior inimigo.
Talvez um dia qualquer, ao se emocionar com a leveza e honestidade de uma criança ao brincar, imersa no presente e nos mundos maravilhosos que cria, você perceba que só tem valor real o que é realizado com espontaneidade, integridade e amor.
22/06/2009
Monday, July 6, 2009
Mar e ar
Eu me sento em frente ao mar
Para observar a vida
É tempo de acalmar
Mar
Má
Vida boa vida
Na montanha em alto ar
Eu a entoar cantos de emoção
É tempo de esperar
Ar
Voar
Vida pela vida
E no ar
Vida voa a vida
Para observar a vida
É tempo de acalmar
Mar
Má
Vida boa vida
Na montanha em alto ar
Eu a entoar cantos de emoção
É tempo de esperar
Ar
Voar
Vida pela vida
E no ar
Vida voa a vida
Monday, June 29, 2009
Condição
Se hoje pego as palavras em estado de dicionário (com licença) e as organizo numa possibilidade única, depositando arte em cada escolha, elevando o sentido, transmutando o óbvio em mágica
Se hoje faço versos livres, é porque sei das rimas.
Se faço rimas, é porque livre sou.
Se tento guiar o sentimento, presenteando com corpo o que era idéia
Se escolho isto e não aquilo
Se mudo
Se enfrento o mito
Se assim decorrem as impressões, fugidas do clichê
Se a beleza grita à flor da pele
Se o poema olha pra mim e não mais eu pra ele
Se o que é de sangue se traveste em pluma
Se o vermelho sai do corte sem piedade alguma
Se na chuva eu saio e danço sem me molhar
Se passo pela tempestade sem chorar
Se do sol eu espero um raio diferente, exclusivo
Se eu vivo na melhor cidade da América do Sul (não vivo)
Se faltam elementos de coesão, pois a condicional pede continuação
Se eu escolho assim
Se não gosto de assado
Se o mito reconta a realidade
Se não sai bonito o grito
Se teu combustível é a saudade
Se há motivo para não pensar em nada
Se a fada vira um peso bruto
Se essa história toda lhe parece uma piada
Se diz mais que a subordinada o anacoluto
Se na luva de pelica não cabe a patada
Se o amor lhe é quase um furto
E se o raro lhe parece tão comum,
É porque alguém acordou,
Quebrou o venenoso feitiço
Ou saiu do jejum.
27/11/2006
Se hoje faço versos livres, é porque sei das rimas.
Se faço rimas, é porque livre sou.
Se tento guiar o sentimento, presenteando com corpo o que era idéia
Se escolho isto e não aquilo
Se mudo
Se enfrento o mito
Se assim decorrem as impressões, fugidas do clichê
Se a beleza grita à flor da pele
Se o poema olha pra mim e não mais eu pra ele
Se o que é de sangue se traveste em pluma
Se o vermelho sai do corte sem piedade alguma
Se na chuva eu saio e danço sem me molhar
Se passo pela tempestade sem chorar
Se do sol eu espero um raio diferente, exclusivo
Se eu vivo na melhor cidade da América do Sul (não vivo)
Se faltam elementos de coesão, pois a condicional pede continuação
Se eu escolho assim
Se não gosto de assado
Se o mito reconta a realidade
Se não sai bonito o grito
Se teu combustível é a saudade
Se há motivo para não pensar em nada
Se a fada vira um peso bruto
Se essa história toda lhe parece uma piada
Se diz mais que a subordinada o anacoluto
Se na luva de pelica não cabe a patada
Se o amor lhe é quase um furto
E se o raro lhe parece tão comum,
É porque alguém acordou,
Quebrou o venenoso feitiço
Ou saiu do jejum.
27/11/2006
Subscribe to:
Posts (Atom)
